Resident Evil 2 Remake na E3 2018

Finalmente, os remakes completos de jogos clássicos que estavam em hardware de gerações anteriores estão se tornando bastante comuns para a nossa realidade. E graças a Deus a Capcom está olhando melhor para um pedido antigo da galera antiga (dos fans) de Resident Evil 2.

Resident Evil 2

Resident Evil 2 chegou ao mercado em janeiro de 1998 como sucessor do já aclamado sucesso Resident Evil 1. Assim como seu antecessor, ele enfrentou a concorrência de diversos jogos icônicos de sua geração.

Trazendo gráficos bem melhores do que o primeiro capítulo da franquia, RE2 também apresentou melhorias consideráveis com relação a jogabilidade e movimentação dos personagens e repetiu a fórmula de trazer dois personagens jogáveis (um homem e uma mulher), mas dessa vez, os caminhos percorridos pelos dois eram bastante diferentes e isso possibilitou que o jogador experimentasse até 4 cenários diferentes, algo que fez com que o jogo tivesse vida útil bastante longa. Além disso, RE2 também trouxe pela primeira vez na saga extras jogáveis: os cenários The 4th Survivor, Tofu Survivor e o Extreme Battle (que foi acrescentado na versão Dual Shock do jogo).

Se Resident Evil 1 revolucionou o jeito de se fazer games de terror, Resident Evil 2 consolidou o jeito Shinji Mikami de produzir um jogo, e elevou ainda mais os padrões da franquia, apresentando um jogo que pode ser considerado até mesmo uma obra de arte, um monumento ao perfeccionismo.

Por todos esses motivos elogiosos, Resident Evil 2 é até hoje considerado por grande parte dos fãs da franquia como o melhor RE já lançado, apresentando o melhor equilíbrio e harmonia entre terror, ação e tensão, e mesmo após 20 anos de seu lançamento ele continua entre os 5 jogos mais vendidos da história da Capcom.

E3 de 2018

Após a apresentação do jogo, a Demo do remake RE2, que rodou na E3, parece uma combinação realmente inteligente de elementos da série. O motor, muitos elementos, a aparência geral do jogo lembra aquela aparencia realista do RE7. A câmera de close-up, sob-o-ombro, parece emprestada do RE4, enquanto o humor, o tom, a velocidade e a dificuldade aparecem arrancados do RE2 original. rs

Uma combinação potente, e algo que me deixa bastante confiante com relação a um padrão 2018 que um remake de um jogo do final dos anos 90 deveria ser, foram retirados aqueles visuais 3D de câmera fixa, mas ainda assim parece que foi mantida a sensação do que era o resident evil 2 original.

Veja abaixo o vídeo de apresentação do jogo na E3 2018.

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E é claro, como você pode assistir também o vídeo da Demo de 15 minutos do jogo, mostrando o gameplay do jogo.

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Entrevista

Os produtores Yoshiaki Hirabayashi e Tsuyoshi Kanda foram questionados sobre como eles e sua equipe abordaram o remake de um dos jogos de terror mais amados de todos os tempos e responderam algumas perguntas do pessoal da vg247.com

VG247: primeiramente, eu tenho que dizer que estou realmente impressionado com a forma como o jogo se sente. Realmente carrega a sensação de Resident Evil 2, mesmo que seja um jogo bem diferente quando você chega a isso. Quanto tempo você demorou para chegar a essa direção? Como foi o processo de prototipagem?

Yoshiaki Hirabayashi: Eu e toda a equipe de desenvolvimento incluída… temos muita nostalgia e respeito pelo material original. Há muitos elementos-chave que significam muito para nós. Quando estávamos desenvolvendo o jogo e prototipando-o pela primeira vez, passamos por muita discussão para descobrir quais elementos queríamos manter, quais elementos são importantes para manter a sensação original do jogo e quais componentes podemos realmente faça disso uma nova experiência.

Um desses elementos eram os ângulos da câmera. Nós passamos por uma tremenda discussão sobre o que queríamos fazer com isso, e levou muito tempo. Estes são os tipos de discussões que levamos para o desenvolvimento de um novo Resident Evil 2. Queríamos trazer algo novo, mas também criar algo que pagasse o máximo de respeito ao conteúdo original.

Dado o respeito que você e a equipe têm pelo original, você sentiu uma pressão para obter a aprovação da equipe original, talvez até mesmo aqueles que não estão mais na Capcom?

Yoshiaki Hirabayashi: Bem, nós temos dois diretores trabalhando no projeto. Um deles estava diretamente envolvido com a criação do original Resident Evil 2, e o outro estava envolvido com a franquia Resident Evil desde o início e trabalhou em várias parcelas da franquia. Inclusive, nosso chefe direto também trabalhou no RE2 original. Então, em termos de pessoas que estiveram envolvidas com o jogo original, há muitas pessoas chegando à mesa com essa experiência e ponto de vista. Eu diria isso, porém, como um fã do Resident Evil…

Todos nós absorvemos um pouco de como é ser diretores desta franquia e deste jogo. Definitivamente temos muitas discussões dizendo…
“Não, não, não… este é o meu Resident Evil!” [Risos]

Como fãs, estamos batendo cabeça e imaginando as coisas, tentando nos entender e descobrir que direção pode funcionar para todos. Há muita discussão também.

Entre os fãs hardcore, a RE2 é bem conhecida por ter uma versão inédita dos fãs do jogo original que agora chamam de Resident Evil 1.5. Você voltou e olhou para aquela versão do jogo para ver se havia alguma inspiração que pudesse extrair dela?

Tsuyoshi Kanda: A resposta simples é não – nós realmente queríamos respeitar o jogo que viu a luz do dia. Eu acho que definitivamente teria sido um elemento interessante – incorporar as coisas que foram vistas no RE 1.5.

Na demonstração, notei a capacidade de se poder utilizar itens que bloqueassem janelas para assim impedir que zumbis entrassem. Suponho que isso funcionará nas diferentes campanhas. Então, quão impacto terá isso na campanha?

Yoshiaki Hirabayashi: Há um grande impacto. Então, em um momento eu estava conversando com o diretor e eu estava tipo …
“Ei, o que está acontecendo aqui ?! tem um mooooonte de zumbis vindo por aqui. ”
Ele riu de mim e disse: ‘Você deveria ter sido cuidadoso, você deveria ter seguido outro caminho e também bloqueado as janelas…’


Então, sim, as coisas que você fizer com as janelas terão um grande impacto no que você poderá encontrar depois. Pense na quantidade de munição que poderá ser economizada com simples gestos. 😉

O RE2 tem uma música bastante icônica, mas a série usou a música de maneiras diferentes nos últimos anos, especialmente no RE7 e nas entradas mais focadas em ação. Como vocês estão lidando com isso no remake?

Tsuyoshi Kanda: Em termos de como abordamos o áudio e a música desta vez, acho que um elemento muito importante em uma franquia como essa é garantir que os jogadores sintam a maior imersão possível. Com Resident Evil 7, tentando construir o máximo de imersão e tensão possível, o que faríamos…
Bem, porque o RE7 era uma perspectiva em primeira pessoa, prestávamos mais atenção ao tipo de som que você ouvia ao seu redor. Áudio que você realmente ouve no mundo, no ambiente ao redor. Às vezes, haveria música também. No entanto, para aumentar a tensão, se houvesse um momento em que não queríamos que os jogadores soubessem o que estava à frente deles, nós desativamos as pistas de áudio para realmente aumentar a tensão.

Como o RE2 tem um ângulo de câmera diferente, não estamos incorporando as mesmas técnicas, mas o que estamos fazendo desta vez é que estamos tentando nos concentrar muito no combate contra zumbis. Em torno disso, estamos fazendo o que podemos para garantir que os elementos de áudio realmente aumentem a tensão e a imersão com os elementos que estamos tentando enfatizar no RE2.

Uma coisa que eu quero enfatizar é que o compositor trabalhando neste título é o compositor original Uchiyama-san. Então, mesmo que seja 20 anos depois, essa é sua visão do que o áudio deve ser para o RE2.

Tardio mas não menos importante, queriamos perguntar sobre a dificuldade. Nos anos 90, os jogos eram muuuuito mais difíceis. Mas parece que o jogo está oferecendo uma dificuldade próxima daquela época. Como você se equilibra entre ser realmente desafiador e não parecer injusto para os jogadores modernos?

Yoshiaki Hirabayashi: Em termos de dificuldade padrão, ele se ajusta com base no desempenho do jogador. Eu gostaria de acreditar que você joga muito bem e assim a dificuldade aumentaria ainda mais. Mas nós configuramos tudo para que não importa o quão bem você jogue, haja sempre uma sensação de medo e tensão lá.

Além disso, estamos definitivamente implementando coisas que auxiliam o jogador se ele quer escolher um jogo mais fácil ou difícil. Mas se um jogador pensar, ei, eu prefiro ter passar por isso de uma forma mais fácil, nós teremos esse tipo de opção também. (Como em Resident Evil 3, quando você escolhia as ações)

Tsuyoshi Kanda: Há também a limitação das ink ribbon. Mesmo na maior dificuldade, teremos as fitas de tinta com um número limitado de usos para aqueles que realmente querem um verdadeiro desafio.

Eu senti que no RE7 havia muito poder. Você é o player que começa bem fraco, sem recursos e desesperado, mas no final do jogo você é como um herói de ação tipo Rambo. Eu gostei disso e senti que se encaixava nesse jogo, mas teremos isso também no RE2-Remaster, ou será diferente?

Yoshiaki Hirabayashi: O jogador terá uma variedade de armas diferentes, por exemplo. Eu acho que a franquia Resident Evil é sobre superar os medos e sobretudo seu estresse, ganhando a satisfação de superar obstáculos…


Então, não se preocupe, definitivamente há aqueles momentos em que os jogadores se sentirão empoderados e satisfeitos ao superar grandes desafios. Mas também, estamos definitivamente tentando manter essa curva de tensão para que você nunca se sinta completamente seguro. rs


Atualização

A Capcom já atualizou a página de Resident Evil 2 Remake na Steam e revelou quais são os requisitos mínimos e recomendados para rodar o game, que foi apresentado durante a E3 2018.

Seguindo os padrões da indústria, o título pede 8GB de memória RAM como requisito mínimo, além de um processador i5 de quarta geração da Intel. Confira tudo o que você precisa ter para rodar o game abaixo:

Requisitos Mínimos:
SO: Windows 7, 8, 8.1, 10 (64-Bit)
Processador: Intel Core i5-4460, 2.70GHz ou AMD FX-6300 ou superior
Memória: 8 GB de RAM
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 760 ou AMD Radeon R7 260X com 2GB de VRAM
DirectX: Versão 11

Requisitos Recomendados:
SO: Windows 7, 8, 8.1, 10 (64-Bit)
Processador: Intel Core i7-3770 ou AMD FX-9590 ou superior
Memória: 8 GB de RAM
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1060 ou AMD Radeon RX 480 com 3GB de VRAM
DirectX: Versão 11

Além disso, foi revelado também o bônus de pré-venda de RE 2 Remake que irá lhe ceder armas especiais e um wallpaper exclusivo.

Bônus de pré-venda
Deluxe Weapon: “Samurai Edge – Chris Model”
Deluxe Weapon: “Samurai Edge – Jill Model”
Resident Evil 2 / Biohazard Re:2 Wallpaper Pac

Resident Evil 2 Remake será lançado em 25 de janeiro de 2019 para PC, PlayStation 4 e Xbox One e já está em pré-venda na Steam (PC) por R$ 130.

Fonte

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